CONSTRUINDO UMA CIDADANIA MAIS PARTICIPATIVA E DEMOCRÁTICA, COM SUSTENTABILIDADE AMBIENTAL!!!
terça-feira, 23 de abril de 2013
Bispos brasileiros em defesa do direito à terra
◊ Aparecida (RV) - Sexta-feira, 19 de abril, por
ocasião do encerramento da 51ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em
Aparecida (SP), a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), divulgou
uma nota em que se posiciona contra a Proposta de Emenda Constitucional (PEC)
que transfere ao Congresso a decisão sobre a demarcação de terras indígenas e
se opôs à redução da maioridade penal. De acordo com a entidade, a demarcação,
o reconhecimento e a titulação de territórios indígenas é dever constitucional
do poder executivo.
A seguir, a nota na íntegra:
A seguir, a nota na íntegra:
Em defesa dos direitos indígenas e
quilombolas,
pela rejeição da PEC 215
pela rejeição da PEC 215
Nós, bispos do Brasil, reunidos na 51ª
Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, em
Aparecida-SP, de 10 a 19 de abril de 2013, manifestamo-nos contra a Proposta de
Emenda Constitucional 215/2000 (PEC 215), que transfere do Poder Executivo para
o Congresso Nacional a aprovação de demarcação, titulação e homologação de
terras indígenas, quilombolas e a criação de Áreas de Proteção Ambiental.
Reconhecer, demarcar, homologar e titular
territórios indígenas, quilombolas e de povos tradicionais é dever
constitucional do Poder Executivo. Sendo de ordem técnica, o assunto exige
estudos antropológicos, etno-históricos e cartográficos. Não convém, portanto,
que seja transferido para a alçada do Legislativo.
Motivada pelo interesse de pôr fim à demarcação de terras indígenas, quilombolas e à criação de novas Unidades de Conservação da Natureza em nosso país, a PEC 215 é um atentado aos direitos destes povos. É preocupante, por isso, a constituição de uma Comissão Especial, criada pelo Presidente da Câmara para apressar a tramitação dessa proposição legislativa a pedido da Frente Parlamentar da Agropecuária, conhecida como bancada ruralista. O adiamento de sua instalação para o segundo semestre não elimina nossa apreensão quanto ao forte lobby pela aprovação da PEC 215.
A Constituição Federal garantiu aos povos indígenas e comunidades quilombolas o direito aos seus territórios tradicionais. Comprometidos com as gerações futuras, os constituintes também asseguraram no texto constitucional a proteção ao meio ambiente e definiram os atos da administração pública necessários à efetivação desses direitos como competência exclusiva do Poder Executivo.
Todas estas conquistas, fruto de longo processo de organização e mobilização da Sociedade brasileira, são agora ameaçadas pela PEC 215 cuja aprovação desfigura a Constituição Federal e significa um duro golpe aos direitos humanos. Fazemos, portanto, um apelo aos parlamentares para que rejeitem a PEC 215. Que os interesses políticos e econômicos não se sobreponham aos direitos dos povos indígenas e quilombolas.
Motivada pelo interesse de pôr fim à demarcação de terras indígenas, quilombolas e à criação de novas Unidades de Conservação da Natureza em nosso país, a PEC 215 é um atentado aos direitos destes povos. É preocupante, por isso, a constituição de uma Comissão Especial, criada pelo Presidente da Câmara para apressar a tramitação dessa proposição legislativa a pedido da Frente Parlamentar da Agropecuária, conhecida como bancada ruralista. O adiamento de sua instalação para o segundo semestre não elimina nossa apreensão quanto ao forte lobby pela aprovação da PEC 215.
A Constituição Federal garantiu aos povos indígenas e comunidades quilombolas o direito aos seus territórios tradicionais. Comprometidos com as gerações futuras, os constituintes também asseguraram no texto constitucional a proteção ao meio ambiente e definiram os atos da administração pública necessários à efetivação desses direitos como competência exclusiva do Poder Executivo.
Todas estas conquistas, fruto de longo processo de organização e mobilização da Sociedade brasileira, são agora ameaçadas pela PEC 215 cuja aprovação desfigura a Constituição Federal e significa um duro golpe aos direitos humanos. Fazemos, portanto, um apelo aos parlamentares para que rejeitem a PEC 215. Que os interesses políticos e econômicos não se sobreponham aos direitos dos povos indígenas e quilombolas.
Deus nos dê, por meio de seu Filho
Ressuscitado, a graça da justiça e da paz!
Aparecida - SP, 17 de abril de 2013.
Aparecida - SP, 17 de abril de 2013.
Cardeal
Raymundo Damasceno Assis
Arcebispo
de Aparecida
Presidente
da CNBB
Dom José Belisário da Silva, OFM
Arcebispo
de São Luís do Maranhão
Vice
Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar
de Brasília
Secretário
Geral da CNBB
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Votorantim e Redes realizam 1º workshop em Rondon do Pará
Os empresários conheceram mais sobre o
projeto que extrairá bauxita e beneficiará alumina e conversaram com o setor de
suprimentos do projeto que apresentou as reais necessidades de compras do
Alumina Rondon nas fases de implantação e operação. Para que estejam aptos a
fornecer para a Votorantim, os empresários participarão do Programa de
Qualificação, coordenado pela Redes e operacionalizado em parceria com o
SEBRAE.
O evento foi prestigiado por cerca de
120 fornecedores de Rondon, Dom Eliseu e Paragominas de diversos segmentos.
Também estiveram presentes os representantes da Votorantim Sérgio Oliveira,
gestor de sustentabilidade, Sérgio dos Santos, gerente de suprimentos e ,
gerente de engenharia representantes do Sebrae Marabá e Belém além dos representantes
das Associações comerciais e CDL de Rondon do Pará e Dom Eliseu e da Redes,
Hugo Suenaga (coordenador técnico) e Edmundo Botelho (Consultor Técnico Redes
para Sul e Sudeste do Pará).
“É importante que toda comunidade
empresarial entenda a importância da implantação do projeto da Votorantim em
Rondon do Pará e das iniciativas que estão sendo tomadas pela empresa,
principalmente no que consiste à valorização dos fornecedores locais, pois
trará um enorme aquecimento e desenvolvimento do mercado local. É preciso que
todos estejam comprometidos com este processo de desenvolvimento para que
tenham condições de serem competitivos podendo acessar as oportunidades que
virão. Além disso, todas as ações empreendidas pela Votorantim via Redes e
SEBRAE, serão em parceria com a as associações comerciais, o que irá requerer
que todos os empresários do município se organizem e fortaleçam suas
associações, pois é a entidade que os representa”, comentou Hugo Suenaga,
coordenador técnico da Redes.
Após a realização do workshop, os
próximos passos são a assinatura do convênio entre Votorantim e Redes para
início das ações, o repasse de demandas da Votorantim ao cadastro da Redes para
prospecção de fornecedores paraenses e um evento de lançamento do Programa de
Qualificação de Rondon do Pará que será realizado no município para toda
comunidade empresarial a partir da assinatura do convênio que está em fase de
análise.
“O objetivo da Votorantim é garantir
que os fornecedores paraenses tenham a oportunidade de gerar negócios com o
projeto, seja em sua fase de implantação e operação. As demandas serão
realizadas via Redes, onde serão prospectados primeiramente fornecedores dos
municípios de Rondon do Pará e Dom Eliseu. Além disso, a Votorantim terá
previsto em contrato firmado com suas prestadoras de serviço, cláusula que irá
garantir que estas comprem parte de suas demandas localmente, com o objetivo de
aquecer o mercado interno dos municípios”, comentou o gerente de suprimentos da
Votorantim.
Reunião
Antes do evento, uma reunião entre
Redes, Votorantim e Acir (Associação Comercial de Rondon) definiu os detalhes
do workshop. "A Redes tem desenvolvido um excelente trabalho junto às associações
comerciais de todo estado, o que tem garantido o fortalecimento do associativismo
para que os fornecedores paraenses tenham representatividade em seus mercados
internos e no próprio estado. Em Rondon e Dom Eliseu, não será diferente, a
Redes através do convênio firmado com a Votorantim Metais, irá fortalecer as
associações dos dois municípios para que alavanquem seus resultados, seja em
número de associados, estrutura, processos internos, produtos e serviços,
arrecadação", comentou Edmundo Botelho, consultor técnico da Redes.
(Comunicação Redes)
domingo, 17 de março de 2013
FAZENDEIROS RONDONENSE NA LISTA NEGRA DO MTE
Infelizmente ainda existe em nosso município empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas a de escravo, segundo o cadastro do Ministério do Trabalho e Emprego conforme portaria interministerial nº 02 de 12 de maio de 2011.
Lista completa dos autuados em todo o Brasil disponível no site:
http://portal.mte.gov.br/data/files/8A7C812D3D63BE8D013D6F82F7995BAC/CADASTRO%20DE%20EMPREGADORES%20ATUALIZA%C3%87%C3%83O%20Extraordin%C3%A1ria%2015.03.2013.pdf
Precisamos criar mecanismo de restrição local para esses maus empregadores, além de buscarmos assistência aos trabalhadores resgatados. Esta entidade está de olho e pronta para prestar todo amparo jurídico as vitimas.
Segue lista dos empregadores rondonenses:
UF
|
EMPREGADOR
|
CNPJ/CPF/CEI
|
ESTABELECIMENTO
|
OPER./ANO
|
MÊS/ANO
DE
INCLUSÃ
NO
CADASTRO
|
PA
|
Ronaldo
Garcia Pereira
|
427.359.632-68
|
Carvoaria
Nova - zona rural, Rondon do Pará/PA.
|
056/2004
|
Dez/10
|
PA
|
Carvoaria
Chapadão
|
11.007.755/0001-34
|
Rod. BR 222, Estrada da Fazenda Lacy,
s/n, 42 km adentro, zona rural, Rondon do Pará/PA.
|
011/2010
|
Dez/10
|
PA
|
Carvoaria
Santa Lucia Ltda-ME
|
09.606.470/0001-78
|
Estrada Vicinal da Santa Lucia, km 100,
zona rural, Rondon do Pará/PA.
|
108/2008
|
Dez/10
|
PA
|
Clauber
Almeida Lima
|
243.485.702-72
|
Fazenda Santa Maria (Carvoaria) - Rod. BR
222, Vila km 56, sentido Dom Eliseu a Rondon do Pará, à direita mais 18 km, Rondon
do Pará/PA.
|
017/2008
|
Dez/11
|
PA
|
Eujácio
Ferreira de Almeida
|
479.534.627-53
|
Fazenda Fé em Deus - zona rural, Rondon
do Pará/PA.
|
065/2008
|
Dez/10
|
PA
|
Landualdo
Silva Santos
|
375.838.832-53
|
Rod. BR 222, Vicinal Mutin, km 90,
Rondon do Pará/PA.
|
108/2008
|
Dez/10
|
PA
|
Marcos
Nogueira Dias
|
066.315.332-87
|
Fazenda Pau Terra - Rod. BR 222, km 32,
sentido Dom Eliseu a Rondon do Pará, à direita 8 km, Vicinal do Bananal, zona
rural de Rondon do Pará/PA.
|
017/2008
|
Dez/12
|
sábado, 9 de março de 2013
Carta Aberta da CNBB sobre o Marco Regulatório da Mineração
O Conselho Permanente
da CNBB aprovou e divulgou na tarde desta quinta-feira, 7 de março, uma Carta
Aberta à população brasileira para fazer sérias denúncias a respeito do modo
como está sendo encaminhado o processo de elaboração do novo Marco Regulatório
da Mineração no país.
CARTA ABERTA
A necessidade de
reformular a atual lei que regulamenta a mineração no nosso país levou o
governo a elaborar o novo Marco Regulatório da Mineração que, brevemente,
deverá ser enviado para aprovação do Congresso Nacional. Nós, bispos do
Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB,
reconhecendo a importância da atividade mineradora e a sua regulamentação,
julgamos oportuno trazer a público nossas preocupações com relação à nova lei
que está sendo proposta.
Devido à amplitude da
lei, consideramos de fundamental importância que se promova um amplo debate com
a sociedade e as populações a serem impactadas pelas atividades mineradoras. A
ausência do debate público, percebido até o momento, impede a população de
conhecer e opinar sobre assunto de grande relevância social e ambiental, que
tem efeitos diretos em sua vida.
Vivemos numa
crescente demanda por apropriação dos bens naturais em nível global,
transformando-os em mercadoria e assumindo-os como uma oportunidade de
negócios. O governo, por sua vez, vê na extração mineral um dos pilares para
sustentar o modelo de desenvolvimento econômico em curso no país, baseado no
sistema de commodities.
O aumento de
preços dos minérios desperta o interesse tanto do governo quanto das
mineradoras, tornando-se, assim, motivação maior para o novo Marco Regulatório
da Mineração. Reconhecido seu interesse público, a nova lei, acima de tudo,
prioriza o aspecto econômico da extração mineral, em detrimento dos aspectos
sociais, ambientais, espirituais e culturais dos territórios e de suas
populações.
Preocupa-nos a proposta, no novo Marco Regulatório, da criação das áreas de relevante interesse mineral e das regiões de interesses estratégicos. Nestas áreas a mineração seria feita a partir de procedimentos especiais que podem ferir o bem comum, além de provocar uma inversão de prioridade entre os direitos individuais e coletivos e o interesse econômico, público e privado.
A exploração mineral é uma atividade que provoca impactos em povos, comunidades e territórios, gerando conflitos em toda sua cadeia: remoções forçadas de famílias e comunidades; poluição das nascentes, dos rios e do ar; degradação das condições de saúde; desmatamento; acidentes de trabalho; falsas promessas de prosperidade; concentração privada da riqueza e distribuição pública dos impactos; criminalização dos movimentos sociais; descaracterização e desagregação sociocultural.
Esclareça-se que “a programação do desenvolvimento econômico deve considerar atentamente a necessidade de respeitar a integridade e os ritmos da natureza, já que os recursos naturais são limitados e alguns não são renováveis” (João Paulo II, A solicitude social n. 26). “Toda utilização da natureza, todo o progresso ou desenvolvimento econômico feito às custas de sua destruição está marcado pela loucura que gera morte” (Nota da CNBB ‘Ouvir o eco da vida’ – 1992).
A mineração em terras indígenas é outra grave preocupação suscitada pelo Projeto de Lei 1.610/96, tramitando no Congresso sem nenhuma interação com o Estatuto dos Povos Indígenas, que espera aprovação desde 1991. O Projeto de Lei 1.610/96 desrespeita totalmente a autonomia dos povos indígenas sobre seus territórios, assegurada pela Constituição Federal e pela Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, da qual o Brasil é signatário. As mesmas ameaças recaem sobre comunidades quilombolas, populações tradicionais, pequenos agricultores e áreas de proteção ambiental.
O desenvolvimento não justifica tudo e não é verdadeiro quando reduzido “a um simples crescimento econômico”. Para ser autêntico, recorda-nos o Papa Paulo VI, “o desenvolvimento deve ser integral, quer dizer, promover todos os homens e o homem todo” (Populorum Progressio, n. 14), buscando o equilíbrio e a integração de toda a criação.
Diante disso, solicitamos aos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário que:
a) seja instituída uma etapa prévia de debates na sociedade civil sobre o conteúdo da nova Lei da Mineração, anterior à sua apreciação pelo Congresso Nacional;
b) a reforma da lei geral da Mineração considere em primeiro lugar os interesses das comunidades ocupantes dos territórios passiveis de atividade mineral;
c) a discussão do Projeto de Lei 1.610/96 sobre mineração em terras indígenas seja vinculada à aprovação prévia do Estatuto dos Povos Indígenas.
Conclamamos as
pastorais, os movimentos sociais, as entidades de defesa dos direitos humanos,
econômicos, sociais, culturais e ambientais, bem como todas as pessoas de boa
vontade a se unirem numa plataforma comum de debate sobre os impactos da
mineração. Insistimos que acompanhem as comunidades atingidas, assegurando que
toda atividade mineradora e industrial tenha como parâmetro o bem estar da
pessoa humana, a superação dos impactos negativos sobre a vida em todas as suas
formas e a preservação do planeta, com respeito ao meio ambiente, à
biodiversidade e ao uso responsável dos bens naturais.
Deus, que nos fez cuidadores da terra e de toda a criação (cf Gênesis 1,28),
nos torne zelosos cumpridores desse dever.
Brasília-DF, 07 de
março de 2013
Dom José Belisário da Silva
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Presidente da CNBB em exerício
Arcebispo de São Luís do Maranhão
Presidente da CNBB em exerício
Dom Sergio Arthur Braschi
Bispo de Ponta Grossa - PR
Vice-Presidente da CNBB em exercício
Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário Geral da CNBB
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